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Educação, formação e violência

                Não sei o que dói mais... Há tanta violência registrada diariamente. Atitudes insanas que despertam medo e semeiam dor. Sem generalizar, me pergunto o que anda acontecendo. Pessoas que se deixam dominar pela insensatez, tirando vidas, destruindo famílias inteiras (as delas e as das vítimas), espalhando terror, disseminando padecimentos. Ouso pensar que estamos colhendo conceitos distorcidos de uma educação permissiva e omissa que se enganou ao presumir que crianças não podem se sentir frustradas, não devem receber o “não” como resposta, precisam ser atendidas em seus anseios de forma imediata e integral. E que assim satisfeitas, não necessitam de atenção, diálogo, proximidade e carinho. Completo desrespeito pelo próximo.  Palavras que ferem, atitudes que humilham e instigam a crueldade, tudo isso usado com uma naturalidade brutal, associada à disposição da mídia em divulgar o mal.
                O nó na garganta, a dor no peito, o medo de que um dia tudo isso bata em nossa porta, a impotência diante do descaso no que diz respeito à afetividade, o amor; a indignação ante uma sociedade que parece estar anestesiada e que não se dá conta que enquanto houver um ser humano sofrendo, todo desejo de felicidade individual e egoísta, é uma amarga ilusão.

                É preciso investir na educação dos pequenos, oferecendo-lhe religiosidade, exemplos de integridade, afeto, dedicação e limites.

Comentários

Gratidão

Certezas de Amor

Estavas ali, sempre estivestes. Não era matéria palpável Nem ilusão temporária Fazia parte dos dias Desde sempre... Um alento nos momentos de dor Uma esperança de amor Visitava-me nos sonhos Acariciava-me o rosto Registrava-se a presença Partia... Permanecia a sensação do encontro Serenidade pretendida Essência de sentimentos duradouros Suavidade que se sente Tal brisa suave tocando o corpo Indivisível êxtase Emoções desejadas Puras, intensas Tradução apropriada de Amor!

Amor maduro

Será preciso tempo para regenerar as lesões provocadas pelo desvario dos sentimentos. Não é possível afirmar se era amor de fato. Serviu como alento enquanto próximo estava. Agora, que apreende e absorve palavras proferidas sem nenhum compromisso estreito com a verdade, analisando frases soltas e atitudes contraditórias, percebe-se claramente a ineficiência das palavras que não condizem com a verdade. Realidade tão intensa quanto a fugacidade dos anseios de porvir. Confia cegamente na maturidade que se adquire, grata pelo aprendizado rápido e eficaz de que o amor, de fato, só existe nos atropelos da convivência, no encontro dos desajustes, no sentir mesmo nas turbulências, na expressão de respeito pelo que se é. Constância inconstante de emoções indefinidas e necessárias. Amadurecimento vagaroso determinado por momentos de desordem interna e externa. Cumplicidade que se expressa apesar dos enigmas e contradições de seres opostos que jamais se completam, apenas evoluem entre possív

Caminhos dicotômicos

Não lhe diria verdades, nunca as conheci. Tampouco desfecharia os inúmeros sonhos inconclusos que permaneceram latentes enquanto pensávamos estar no caminho. Nunca saberíamos se as estradas que escolhemos e as trajetórias que fizemos foram realmente escolhas. De fato, pouco valeria lastimar e fazer conjecturas. Basta-me a realidade detectada pela pupila dos olhos teus e meus, sentida na pele como distante toque etéreo. Adormecida, enquanto em vigília presumes e anseias o que jamais viverás. Reformulas vontades, despertando sorrisos que se encontram longe de ser o que desejas. Não seria lamento, apenas dúvida, suspeita de equívocos... Desconfiança de que, se os caminhos não fossem bifurcados e dicotômicos, se os desejos não fossem imaturos, ainda estarias ao meu lado. Wanderlúcia Welerson Sott Meyer